r/FilosofiaBAR • • 2h ago

Discussão O feto é um ser vivo e deve ter direito a vida

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Vamos primeiro estabelecer alguns fatos. O feto é um organismo vivo da espécie humana, que possui individualidade orgânica, metabolismo próprio e está em desenvolvimento. Dito isso, chamar um feto de apenas um amontoado de células ou tratá-lo como um parasita é negar conceitos básicos da biologia. A verdadeira questão, portanto, não é se o feto é um ser humano do ponto de vista biológico, mas a partir de que momento ele poderia ser considerado um sujeito de direitos. Eu já ouvi diversos argumentos a respeito. Alguns dizem que seria a partir do momento em que consegue sentir dor, mas a capacidade de sentir dor não é uma característica que confere humanidade. Se uma pessoa nascesse com uma condição congênita que a impedisse de sentir dor, ela não perderia seus direitos por isso. Outros argumentam que o critério deveria ser a consciência ou a capacidade de raciocinar, mas isso também levanta problemas, já que recém-nascidos não possuem as mesmas capacidades cognitivas de um adulto e nem por isso consideramos que tenham menos direitos. Há ainda quem defenda a viabilidade fora do útero, mas uma pessoa que precisasse de aparelhos para sobreviver, não deveria ter direito a vida? Outros estabelecem o nascimento como marco, mas isso também exige uma justificativa, pois o que muda entre um bebê minutos antes e minutos depois de nascer? No meu entendimento, o que ume um ser-humano idoso, adulto, criança, bebe ou feto, é simplesmente existir enquanto um ser vivo da espécie humana.


r/FilosofiaBAR • • 10h ago

Questionamentos Política está muito banalizada e a polarização é a prova que não tem ninguém capacitado pra entender o motivo disso

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Agora perto das eleições, nós vemos um fenômeno que evidência muito bem o instinto humano de tribo e sensação de pertencimento (antropologia e sociologia avaliaria isso), ambos os lados atacam cegamente o outro mas ninguém quer abrir mão do que já acredita (filsofia individual avaliaria isso), é muito mais fácil achar que está correto (eu mesmo já fui bolsonarista) do que buscar entender a fonte do erro.

Política tinha que ser tratado como política e quem banalizasse ela, fosse tratado com incompetente. Nós temos diversos critérios antropológicos, sociológicos, filosóficos, etc. Que, além de por um eixo fixo na conversa, seria critério de competência e quem falasse mais com a lógica acadêmica e menos com ataque infundados que seriam descredibilizados.

Tem diversos fenômenos sociológicos que próprios sociólogos formados (aparentemente não são poucos) contribuem estatísticamente para esse argumentos, por exemplo:

* Narrativas tendenciosas que reforçam a bolha (os algoritmos das redes sociais pode explicar grande parte desse fenômeno).

* Dizem ser contra o ódio e que isso é coisa de selvagem mas ambos lados disseminam ódio na cara dura e quando confrontados com esse argumento, ficam sem saber o que falar mas a opinião continua a mesma.

* falam que o políticos deles não são ladrão mas vamos ser honestos, ambos são um lixo e esse papinho que Lula foi absolvido é muita inocência, o que mais em política é manobra pra botar dinheiro no bolso de quem se interessa, argumentar isso é praticamente assumir que todos na politica são bonzinho, o mesmo pro Flávio, só não foi condenado ainda pois é o representante mais forte da direita e os cara vão mover todos os pauzinhos necessários pra ele continuar lá com nada no nome.

* Cada lado se acha mais intelectual que o outro mas ambos só não sabem que nada sabem, todos temos hipocrisias, mas quando uma polarização é tão forte, não se resume a apenas um lado burro e um lado inteligente.

Pra mim, cada um tinha que ter em mente que evoluir é cooperar mutuamente e passar a tratar politica como discussões, onde dá cada um apresenta seu ponto (formado a partir das experiências empíricas e virtudes e não de um conceito pré-formada que só reforça a polarização) e tentam chegar em algo que funcione pra sociedade no geral, em alguns momentos o empresário tem que ser ajudado da mesma forma que o CLT tem que ser, nos somos um organismo gigante que depende um do outro.

Enfim, eu poderia passar o dia inteiro citando contradições de toda essa estrutura, pois politica hoje não é tratado como política mais, a banalização do conhecimento fez com que a pessoa que melhor falasse, seria a que mais teria visibilidade. Eu não defendo nenhum lado, ambos são infundados e todos nós sabemos que no fim, apesar de toda essa briga entre o povo, quem sai ganhando é os 2 políticos que estavam se lacrando igual 2 criança de quinto ano.

OBS: eu resolvi fazer esse post, pois estou dentro das 2 bolhas e engraçado que após o debate, tava todo mundo respostando que o lado deles foi o que o candidato menos mentiu, mas alguém formado e com experiência não faz uma análise do por que disso, eu mesmo já dei um ponto a ser trabalhado e nem sou nada da área de humanas 🤣

Outra OBS: prefiro não expor minha opinião politica mas sou quase um centro, já que minhas convicções e discernimento o mundo me fizeram formar ela, eu nunca vou me basear em um conceito pré formado e aquele velho papo de centro ser pau mandando do lado que tá mais gananhando reforça absurdamente o arguments da polarização (ponto apresentado no titulo)


r/FilosofiaBAR • • 12h ago

Discussão A IA me faz perguntar se não existe um ecossistema biomatemático?

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Então mano, antes vamos lembrar oq é ecossistema.

Perdoe minha pouca precisão pois não sou biólogo, mas é um ambiente de vida sustentado por 1 conjunto de elementos físicos, químicos e biológicos.

Oxigênio, fungos e carbono faz parte do ecossistema biológico.

Agora vamos pra matemática. Ela não trabalha com fungos, oxigênio, mas com evento e probabilidade.

Ecossistema biomatemático. Nem sei se esse termo existe, inventei agora pra falar de eventos probabilisticos é estatísticos q sustentam a vida biológica.

Exemplo: imagina se uma ilha tem um vulcão com uma mega erupção acontecendo por mês? Improvável dessa ilha ter animais ou vegetais.

Um ecossistema não é só mantida por uma relação entre fatos físicos, químicos e biológicos MAS EM NÍVEIS MAIS PROFUNDOS, POR CIRCUNSTÂNCIAS MATEMÁTICAS

Imagina uma espécie de jacaré que nunca erra o bote? Imagina felinos que nunca morrem?

Isso é uma condição matemática catastrófica pro ecossistema porque o ecossistema depende até mesmo DO ERRO, DA FALHA, DO FRACASSO em algum nível.

Dito isso se a IA persegue os acertos e fsz isso com muita eficiência, ela tá quebrando uma economia q sustenta a vida desde eras.

O resultado é q humanos estão criando uma poluição matemática de um ecossistema e isso vai cobrar um preço.

É como criar uma cobra naja com asas e cérebro humano. Uma entidade que está habitando um mundo matemático nunca antes habitado.

Humanos não odeiam abelhas, mas elas estão entrando em extinção por comportamentos humanos

A IA não odeia humanos nem outra espécie, mas pode ceifar a espécie humana com seu sucesso matemático

Dissertem


r/FilosofiaBAR • • 1h ago

Questionamentos A mentira entra quando o preconceito abre as portas

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Muitas vezes, quem acredita em fake news contra nordestinos, negros, pessoas LGBT+, indígenas e outros grupos já carrega o preconceito que essas mentiras vêm reforçar.

Quando não existe esse preconceito prévio, a mentira não entra com tanta facilidade.

VOTE SEM PRECONCEITO.


r/FilosofiaBAR • • 4h ago

Discussão Se isolar em conjunto: sobre bolhas sociais, saúde mental e a busca por pertencimento

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Todos temos gostos e preferências, e categorizamos o mundo em que vivemos. Isso é facilmente constatável no nosso dia a dia: escolhemos nosso vestuário, os lugares onde desfrutamos da vida social. Acreditamos ter um mínimo de controle sobre isso.

Já discuti em outros momentos sobre os conflitos que abrangem nossas escolhas e comportamentos, mas vale retomar a questão do sentimento de pertencimento a um grupo social, independente de poder aquisitivo. O que ficou expresso com a ascensão dos meios digitais foi o engajamento de um grande número de pessoas em determinadas discussões. Claro que existem indivíduos que se beneficiam de fraudes e manipulam números de seguidores, mas o reflexo do pensamento e da forma de socialização fica registrado e pode ser analisado. As chamadas "bolhas" e os segmentos de interesse são presentes e bastante enraizados, como uma estrutura que se ergueu ao longo de nosso processo histórico.

Muito se questiona sobre a influência digital na formação dos indivíduos, mas devemos ir além: a internet é uma vitrine onde se expõe e se reflete o modus operandi de nossa contemporaneidade.

Hoje trago um problema que vem me preocupando nos últimos meses. Algo que tem me tirado a paciência e prejudicado minha capacidade de interpretação e estranhamento, exigências para um bom trabalho de pesquisa e análise dentro do meu papel de cientista social. Isso é grave, pois não posso oferecer um comportamento profissional se não mantiver a racionalidade e a serenidade para não fazer mau uso das oportunidades, deixando que o senso comum seja objetivo no meu entendimento das situações.

Desde setembro de 2021, faço parte de um grupo focado na busca e manutenção da nossa saúde mental. Ao longo do processo histórico, o senso comum tratou esse tema de maneira jocosa e depreciativa, como se aqueles que sofressem ou procurassem ajuda psicológica, neurológica ou psiquiátrica fossem inferiores e incapazes de recuperação, sendo vítimas de perseguições e violências morais.

Trago o tema saúde mental porque ela é causadora, mas não a única, da criação de duas categorias de indivíduos. Uma delas é formada por aqueles que, por causa de sentimentos reprimidos, saúde clínica não priorizada e motivações fruto de traumas e indecisões acumuladas, reagem e se apresentam como a forma única e final de qualquer conceito ou conjunto de ideias. Eles se denominam como a verdadeira forma de se comportar em sociedade; qualquer coisa contrária é um mal a ser combatido. Esse comportamento não está vinculado à falta de acesso à educação formal nem impede que os indivíduos exerçam alguma atividade profissional. Eles se consideram "pessoas normais". O termo é utilizado pelas duas partes, mas esta a que me refiro tem como caráter o equilíbrio e a harmonia social, sendo agente do conservadorismo da ética e da moral.

O segundo grupo se considera um crítico da visão de mundo e práticas dos mencionados anteriormente, mas mesmo não sendo exemplo de conduta correta e estando sob o risco de falhas e más decisões, também fica claro o seu posicionamento sobre questões sociais e temas ligados ao nosso momento histórico. Esta comparação não visa estabelecer qual grupo está mais correto, sabemos que opiniões e decisões são alteradas conforme temos contato com diferentes realidades. Mas cada um está tendo um papel cada vez mais definidor e objetivo quando me refiro à adesão, permanência e manutenção de grupos sociais. Que em determinados casos, define o indivíduo se opondo até mesmo a orientações e leis profissionais, religiosas e filosofias de vida.

Voltemos ao que consideramos corriqueiro em nossa rotina. Desde o instante que saímos da cama pela manhã, cumprimos um rito, com nossa própria "liturgia" repleta de normas e leis gerais. Isso nos remete ao início de nossa questão, pois o fato de termos acesso a mídias e conteúdos digitais nos fez mais dinâmicos socialmente, visto o grande número de fóruns e grupos em variadas redes sociais. Antes, interagir e compartilhar opiniões com pessoas de gostos e perfis semelhantes era limitado ao nosso grupo de parentesco, profissional, afetivo, escolar ou acadêmico, e restrito à nossa região geográfica e condição econômica. Hoje isso ganhou uma abrangência nunca antes imaginada. Já tínhamos a ferramenta de nos escondermos por trás de máscaras comportamentais, e isso se mostra muito bem integrado ao formato digital. Isso traz reflexões sobre como os efeitos dessa forma de coexistir se apresentam e agem em nossa sociedade. Se você se considera do bem ou do mal, seja lá o que isso signifique para os que estão ao seu redor, você não está mais sozinho, e isso é um objeto a ser estudado, pois estar só e digitar, pode não significar interação e entendimento, mas apenas uma fuga em busca de opiniões que coincidem com as nossas, não uma discussão que gere bons frutos.


r/FilosofiaBAR • • 5h ago

Discussão Você está vivendo ou apenas cumprindo os procedimentos da própria vida?

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A uma forma de prisão que não precisa de grades, mas se constrói aos poucos, por meio de horários, obrigações e expectativas que seguimos sem questionar. No início, tudo parece necessário trabalhar, estudar, cumprir compromissos e organizar o tempo. O problema começa quando a organização deixa de servir à vida e a vida passa a existir apenas para manter essa organização funcionando

Acordamos pensando no que precisamos resolver, trabalhamos esperando descansar e, quando finalmente temos tempo livre, sentimos que deveríamos estar fazendo algo produtivo. Até o descanso se transforma em uma obrigação, como se precisássemos aproveitá-lo da maneira correta. Em algum momento, deixamos de simplesmente viver as experiências e começamos a procurar instruções para tudo, inclusive para nossos sentimentos e relacionamentos

Essa burocracia não está apenas nos documentos e procedimentos das instituições, mas também dentro de nós. Pensamos antes de falar, calculamos como seremos interpretados e tentamos controlar a maneira como os outros nos enxergam. As redes sociais intensificam isso ao transformar experiências em números, curtidas e visualizações. Já não basta viver um momento; muitas vezes, sentimos a necessidade de demonstrar que ele foi especial. Aos poucos, podemos confundir aquilo que realmente sentimos com a imagem que aprendemos a apresentar

Nos relacionamentos, essa lógica aparece quando transformamos o carinho em uma espécie de contabilidade emocional. Contamos quem procurou primeiro, quem demonstrou mais interesse e quem se esforçou mais. A reciprocidade é importante, mas, quando cada gesto se torna uma dívida, a confiança perde espaço para o cálculo. Passamos a analisar tanto as relações que corremos o risco de esquecer como é simplesmente estar com alguém

Isso não significa que devemos abandonar regras, responsabilidades ou planejamento. A organização pode facilitar a vida, assim como os procedimentos podem proteger pessoas. O problema surge quando os meios se tornam mais importantes do que os objetivos e continuamos seguindo regras mesmo depois de esquecer por que elas existem. Algo semelhante acontece quando mantemos rotinas que nos desgastam apenas porque acreditamos que a vida adulta deve funcionar daquela maneira

A tecnologia também contribui para essa sensação. Temos ferramentas que economizam tempo, mas continuamos sentindo que ele nunca é suficiente. Estamos constantemente disponíveis, dividimos nossa atenção entre inúmeras exigências e, quando finalmente não temos nada para fazer, sentimos a necessidade de preencher o silêncio. Em vez de questionarmos se as cobranças são razoáveis, tentamos nos adaptar indefinidamente a elas, como se o problema estivesse sempre na nossa incapacidade de produzir mais

Mas somos seres contraditórios, mudamos de opinião e nem sempre conseguimos controlar o que sentimos. Nem toda experiência precisa resultar em uma conquista, nem todo momento precisa ser compartilhado e nem todo sentimento precisa ser explicado imediatamente. A imprevisibilidade não é necessariamente uma falha da vida; às vezes, é justamente o que nos permite perceber que estamos seguindo um caminho sem saber se ainda queremos percorrê-lo

Não podemos simplesmente abandonar nossas responsabilidades, mas podemos questionar quais delas realmente importam e quais mantemos apenas por hábito. Talvez o contrário de burocratizar a vida não seja viver sem regras, mas deixar de tratar tudo como um procedimento: descansar sem transformar o descanso em uma meta, gostar de algo sem precisar justificar a escolha e mudar de ideia sem considerar isso uma derrota

A pergunta é simples estamos organizando nossa vida para que ela tenha espaço para aquilo que importa ou estamos sacrificando aquilo que importa para manter nossa vida organizada?

É possível cumprir horários, alcançar metas e atender às expectativas e, ainda assim, sentir que alguma coisa essencial ficou para trás. Passemos tanto tempo tentando fazer tudo corretamente que nos esquecemos de perguntar o que realmente queremos fazer. E talvez a maior burocracia da nossa época seja a quantidade de regras que aprendemos a impor aos próprios sentimentos, até o ponto em que já não sabemos mais como viver sem pedir autorização para sermos nós mesmos