r/AskAutism • u/stacy26450 • 6h ago
r/AskAutism • u/RNlove30 • 12h ago
Autism diagnosis for my twins : please help me understand
r/AskAutism • u/sunnykanoi • 14h ago
Afinal, quais são os Tipos de Autismo?
​
O Autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado essencialmente, por dificuldades na comunicação e na interação social, além da presença de comportamentos e interesses repetitivos ou restritos.
Essas características variam amplamente em intensidade de pessoa para pessoa, e são divididas em dois grandes pilares diagnósticos:
- Comunicação e Interação Social
Dificuldade na reciprocidade socioemocional: Desafios em iniciar ou manter uma conversa, compartilhar interesses ou expressar emoções de forma convencional.
Dificuldade na comunicação não verbal: Menor uso de contato visual, expressões faciais, gestos ou tom de voz para se comunicar.
Dificuldade em desenvolver e manter relacionamentos: Desafios em ajustar o comportamento a diferentes contextos sociais, fazer amigos ou compartilhar brincadeiras imaginativas.
- Comportamentos e Interesses Restritos ou Repetitivos
Movimentos ou falas repetitivas: Presença de estereotipias (como balançar as mãos ou o corpo) ou ecolalia (repetição de palavras ou frases).
Insistência na rotina: Forte apego a horários e sequências fixas, com grande sofrimento diante de mudanças inesperadas.
Interesses altamente fixos: Foco intenso e profundo em tópicos específicos (os chamados hiperfocos), como dinossauros, sistemas de transporte ou astronomia.
Sensibilidade sensorial: Hiper ou hiporeatividade a estímulos do ambiente, como incômodo extremo com sons altos, texturas de roupas ou luzes brilhantes.
**Breve História do Transtorno Autista:**
A história do Transtorno do Espectro Autista (TEA) começou no início do século XX e passou por grandes mudanças na medicina, na ciência e na sociedade.
Principais Marcos Históricos
1908 – O surgimento do termo: O psiquiatra suíço Eugen Bleuler cunhou a palavra "autismo" (do grego autos, que significa "eu") para descrever pacientes esquizofrênicos que se isolavam em seu próprio mundo interior.
1943 – O autismo infantil: O psiquiatra Leo Kanner, nos Estados Unidos, publicou um estudo histórico com 11 crianças descrevendo o "autismo infantil precoce", caracterizado pelo isolamento extremo e pela necessidade de rotinas rígidas.
1944 – A psicopatia autista: Independentemente de Kanner, o pediatra austríaco Hans Asperger descreveu um grupo de crianças com dificuldades sociais, mas com boa habilidade verbal e interesses intensos (mais tarde associado à Síndrome de Asperger).
Anos 1950 e 1960 – O mito da "Mãe Geladeira": O psicanalista Bruno Bettelheim popularizou a teoria errônea de que o autismo era causado pela falta de afeto ou frieza emocional das mães. Essa ideia foi derrubada por evidências científicas nas décadas seguintes.
1980 – Reconhecimento oficial: O manual DSM-III (da Associação Americana de Psiquiatria) passou a reconhecer o autismo como um diagnóstico próprio, separando-o da esquizofrenia.
1981 – O conceito de espectro: A pesquisadora Lorna Wing resgatou os trabalhos de Hans Asperger e formulou a ideia de um espectro autista, mostrando que os sintomas variam em tipos e intensidades.
1994 – Expansão dos diagnósticos: O DSM-IV incluiu várias subcategorias, como o Transtorno Autista e a Síndrome de Asperger.
2007 – Dia Mundial: A ONU instituiu o 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.
2013 – Unificação no DSM-5: O DSM-5 eliminou as subdivisões antigas e unificou tudo sob o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA), classificado por níveis de suporte.
**Niveis de Suporte:**
Atualmente, a medicina não divide mais a condição em "tipos" separados (como o autismo clássico ou a Síndrome de Asperger). Desde a publicação de manuais como o DSM-5 e a CID-11, entende-se que existe apenas um diagnóstico único: o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A palavra "espectro" é usada justamente porque o autismo se manifesta de forma diferente em cada pessoa. Em vez de tipos, o autismo é classificado por três níveis de suporte, que definem o nível de ajuda que a pessoa precisa no dia a dia:
Os Três Níveis de Suporte do TEA:
**Nível 1**
*Nomenclatura Popular: Leve*
Características Principais:
Comunicação verbal funcional. Pequenas dificuldades para iniciar interações sociais e sutil inflexibilidade comportamental
Autonomia e Dependência:
Alta autonomia. A pessoa necessita de suporte leve, geralmente focado em terapias para habilidades sociais e organização.
**Nível 2**
Nomenclatura Popular: Moderado
Características Principais:
Déficits mais marcantes na comunicação verbal e não verbal. Comportamentos repetitivos e inflexibilidade de rotina ficam nítidos a olhos vistos.
Autonomia e Dependência:
Autonomia parcial. Necessita de suporte substancial para realizar atividades sociais, escolares ou profissionais no dia a dia.
**Nível 3**
Nomenclatura Popular: Severo ou Profundo
Características Principais:
Graves déficits na comunicação (muitos são não-verbais). Grande estresse ou sofrimento para mudar de foco ou rotina.
**Autonomia e Dependência:**
Baixa autonomia. Requer suporte muito substancial e contínuo. Precisa de ajuda diária e direta para tarefas básicas, como higiene e alimentação.
**Nota importante:** O nível de suporte de uma pessoa pode mudar ao longo da vida. Com terapias adequadas, intervenção precoce e estímulo, um autista pode evoluir e precisar de menos suporte em certas áreas.
**Diagnóstico**
O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é 100% clínico. Isso significa que não existem exames de sangue, genéticos ou de imagem (como ressonância) capazes de detectar o autismo.
O processo é baseado na análise minuciosa do comportamento, do histórico de vida e do desenvolvimento da pessoa.
**Como funciona o processo de diagnóstico?**
O processo geralmente envolve uma investigação detalhada que se divide em quatro etapas principais:
Entrevistas Clínicas (Anamnese): O especialista entrevista os pais/cuidadores (no caso de crianças) ou o próprio paciente (no caso de adultos) para mapear os marcos do desenvolvimento, como a idade em que começou a falar, andar e como interagia com outras pessoas desde a infância.
Observação Direta: O profissional avalia como o paciente se comunica, mantém contato visual, reage a estímulos do ambiente e se expressa na prática durante a consulta.
Aplicação de Escalas e Testes Padronizados: São questionários e protocolos validados cientificamente. Os mais conhecidos são:
• M-CHAT: Escala de rastreamento inicial usada em bebês e crianças pequenas.
• ADOS-2 e ADI-R: Testes de observação e entrevista profunda considerados o "padrão-ouro" no mundo inteiro.
• CARS: Escala para avaliar a intensidade dos traços.
Avaliação Neuropsicológica: Uma bateria de testes realizados por um psicólogo ou neuropsicólogo para avaliar funções cognitivas, memória, atenção, linguagem e sensibilidade sensorial.
**Quem pode dar o diagnóstico?**
Embora o parecer seja médico, o processo ideal e mais assertivo é feito por uma equipe multidisciplinar (psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional). No entanto, os laudos médicos finais com a indicação do CID (Código Internacional de Doenças) devem ser assinados por:
• Para Crianças: Neuropediatras, Psiquiatras Infantis ou Pediatras do Desenvolvimento.
• Para Adultos: Psiquiatras ou Neurologistas.
**Diferença no Diagnóstico: Crianças vs. Adultos**
• Em Crianças: O foco está no atraso dos marcos de desenvolvimento (como não responder pelo nome aos 12 meses, não apontar para objetos ou apresentar atraso na fala). Os sinais costumam ser mais visíveis para os pais e professores.
• Em Adultos: O diagnóstico costuma ser mais complexo porque muitos aprenderam a fazer o masking (camuflagem social) para tentar se encaixar no ambiente ao longo da vida. A investigação foca em esgotamento mental frequente (burnout), histórico crônico de ansiedade ou inadequação social, hipersensibilidade a barulhos/texturas e rigidez mental extrema.
**Fontes:**
As informações compartilhadas foram fundamentadas em manuais médicos internacionais de diagnóstico, portais especializados em saúde no Brasil e legislações federais.
As fontes principais e as respectivas autoridades médicas consultadas são:
- Manuais Diagnósticos e Diretrizes Médicas (Padrão-Ouro)
• DSM-5 e DSM-5-TR (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais): Publicado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA), estabelece os critérios diagnósticos para o TEA (Critérios A e B) e define a divisão baseada nos três níveis de suporte.
• CID-11 (Classificação Internacional de Doenças): Desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A versão atualizada (sob o código 6A02) unificou os antigos subtipos clínicos e categoriza o transtorno com base na presença ou ausência de deficiência intelectual e comprometimento da linguagem funcional.
- Portais Especializados e Institutos de Pesquisa no Brasil
• Instituto Inclusão Brasil: Utilizado para verificar o panorama de transição epidemiológica e a aplicação clínica complementar dos manuais no país.
• ONG Autismo e Realidade: Plataforma de apoio técnico que detalha a linha do tempo e marcos históricos do autismo, desde a primeira menção do termo por Eugen Bleuler (1908) até as mudanças clínicas contemporâneas.
• Genial Care (Portal de Saúde Mental e Neurodesenvolvimento): Consulta técnica sobre a aplicação de instrumentos padronizados de rastreio e diagnóstico (como os protocolos mundiais ADOS-2, ADI-R e CARS) e a composição das juntas multidisciplinares.
• Revista Tismoo: Especializada em análises de biologia molecular, genética e avanços no diagnóstico do autismo no Brasil.
- Legislação Brasileira (Fontes Governamentais)
• Lei nº 12.764/2012 (Lei Berenice Piana): Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
• Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência): Garante os direitos fundamentais de acessibilidade e o combate à discriminação.
• Lei nº 13.977/2020 (Lei Romeo Mion): Cria a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA).
**Artigos seminais originais dos pioneiros:**
_Leo Kanner (1943): "Autistic disturbances of affective contact" (onde ele descreve os primeiros 11 casos na psiquiatria infantil).
_Hans Asperger (1944): "Die ‘Autistischen Psychopathen’ im Kindesalter" (focado no comportamento de crianças com inteligência e fala preservadas).
_Lorna Wing (1981): "Asperger's syndrome: a clinical account" (o artigo científico que resgatou o trabalho de Asperger e introduziu oficialmente o conceito moderno de "espectro").
A imagem foi elaborada pela autora.
r/AskAutism • u/sunnykanoi • 14h ago
Afinal, quais são os Tipos de Autismo?
​
O Autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado essencialmente, por dificuldades na comunicação e na interação social, além da presença de comportamentos e interesses repetitivos ou restritos.
Essas características variam amplamente em intensidade de pessoa para pessoa, e são divididas em dois grandes pilares diagnósticos:
- Comunicação e Interação Social
Dificuldade na reciprocidade socioemocional: Desafios em iniciar ou manter uma conversa, compartilhar interesses ou expressar emoções de forma convencional.
Dificuldade na comunicação não verbal: Menor uso de contato visual, expressões faciais, gestos ou tom de voz para se comunicar.
Dificuldade em desenvolver e manter relacionamentos: Desafios em ajustar o comportamento a diferentes contextos sociais, fazer amigos ou compartilhar brincadeiras imaginativas.
- Comportamentos e Interesses Restritos ou Repetitivos
Movimentos ou falas repetitivas: Presença de estereotipias (como balançar as mãos ou o corpo) ou ecolalia (repetição de palavras ou frases).
Insistência na rotina: Forte apego a horários e sequências fixas, com grande sofrimento diante de mudanças inesperadas.
Interesses altamente fixos: Foco intenso e profundo em tópicos específicos (os chamados hiperfocos), como dinossauros, sistemas de transporte ou astronomia.
Sensibilidade sensorial: Hiper ou hiporeatividade a estímulos do ambiente, como incômodo extremo com sons altos, texturas de roupas ou luzes brilhantes.
**Breve História do Transtorno Autista:**
A história do Transtorno do Espectro Autista (TEA) começou no início do século XX e passou por grandes mudanças na medicina, na ciência e na sociedade.
Principais Marcos Históricos
1908 – O surgimento do termo: O psiquiatra suíço Eugen Bleuler cunhou a palavra "autismo" (do grego autos, que significa "eu") para descrever pacientes esquizofrênicos que se isolavam em seu próprio mundo interior.
1943 – O autismo infantil: O psiquiatra Leo Kanner, nos Estados Unidos, publicou um estudo histórico com 11 crianças descrevendo o "autismo infantil precoce", caracterizado pelo isolamento extremo e pela necessidade de rotinas rígidas.
1944 – A psicopatia autista: Independentemente de Kanner, o pediatra austríaco Hans Asperger descreveu um grupo de crianças com dificuldades sociais, mas com boa habilidade verbal e interesses intensos (mais tarde associado à Síndrome de Asperger).
Anos 1950 e 1960 – O mito da "Mãe Geladeira": O psicanalista Bruno Bettelheim popularizou a teoria errônea de que o autismo era causado pela falta de afeto ou frieza emocional das mães. Essa ideia foi derrubada por evidências científicas nas décadas seguintes.
1980 – Reconhecimento oficial: O manual DSM-III (da Associação Americana de Psiquiatria) passou a reconhecer o autismo como um diagnóstico próprio, separando-o da esquizofrenia.
1981 – O conceito de espectro: A pesquisadora Lorna Wing resgatou os trabalhos de Hans Asperger e formulou a ideia de um espectro autista, mostrando que os sintomas variam em tipos e intensidades.
1994 – Expansão dos diagnósticos: O DSM-IV incluiu várias subcategorias, como o Transtorno Autista e a Síndrome de Asperger.
2007 – Dia Mundial: A ONU instituiu o 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.
2013 – Unificação no DSM-5: O DSM-5 eliminou as subdivisões antigas e unificou tudo sob o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA), classificado por níveis de suporte.
**Niveis de Suporte:**
Atualmente, a medicina não divide mais a condição em "tipos" separados (como o autismo clássico ou a Síndrome de Asperger). Desde a publicação de manuais como o DSM-5 e a CID-11, entende-se que existe apenas um diagnóstico único: o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A palavra "espectro" é usada justamente porque o autismo se manifesta de forma diferente em cada pessoa. Em vez de tipos, o autismo é classificado por três níveis de suporte, que definem o nível de ajuda que a pessoa precisa no dia a dia:
Os Três Níveis de Suporte do TEA:
**Nível 1**
*Nomenclatura Popular: Leve*
Características Principais:
Comunicação verbal funcional. Pequenas dificuldades para iniciar interações sociais e sutil inflexibilidade comportamental
Autonomia e Dependência:
Alta autonomia. A pessoa necessita de suporte leve, geralmente focado em terapias para habilidades sociais e organização.
**Nível 2**
Nomenclatura Popular: Moderado
Características Principais:
Déficits mais marcantes na comunicação verbal e não verbal. Comportamentos repetitivos e inflexibilidade de rotina ficam nítidos a olhos vistos.
Autonomia e Dependência:
Autonomia parcial. Necessita de suporte substancial para realizar atividades sociais, escolares ou profissionais no dia a dia.
**Nível 3**
Nomenclatura Popular: Severo ou Profundo
Características Principais:
Graves déficits na comunicação (muitos são não-verbais). Grande estresse ou sofrimento para mudar de foco ou rotina.
**Autonomia e Dependência:**
Baixa autonomia. Requer suporte muito substancial e contínuo. Precisa de ajuda diária e direta para tarefas básicas, como higiene e alimentação.
**Nota importante:** O nível de suporte de uma pessoa pode mudar ao longo da vida. Com terapias adequadas, intervenção precoce e estímulo, um autista pode evoluir e precisar de menos suporte em certas áreas.
**Diagnóstico**
O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é 100% clínico. Isso significa que não existem exames de sangue, genéticos ou de imagem (como ressonância) capazes de detectar o autismo.
O processo é baseado na análise minuciosa do comportamento, do histórico de vida e do desenvolvimento da pessoa.
**Como funciona o processo de diagnóstico?**
O processo geralmente envolve uma investigação detalhada que se divide em quatro etapas principais:
Entrevistas Clínicas (Anamnese): O especialista entrevista os pais/cuidadores (no caso de crianças) ou o próprio paciente (no caso de adultos) para mapear os marcos do desenvolvimento, como a idade em que começou a falar, andar e como interagia com outras pessoas desde a infância.
Observação Direta: O profissional avalia como o paciente se comunica, mantém contato visual, reage a estímulos do ambiente e se expressa na prática durante a consulta.
Aplicação de Escalas e Testes Padronizados: São questionários e protocolos validados cientificamente. Os mais conhecidos são:
• M-CHAT: Escala de rastreamento inicial usada em bebês e crianças pequenas.
• ADOS-2 e ADI-R: Testes de observação e entrevista profunda considerados o "padrão-ouro" no mundo inteiro.
• CARS: Escala para avaliar a intensidade dos traços.
Avaliação Neuropsicológica: Uma bateria de testes realizados por um psicólogo ou neuropsicólogo para avaliar funções cognitivas, memória, atenção, linguagem e sensibilidade sensorial.
**Quem pode dar o diagnóstico?**
Embora o parecer seja médico, o processo ideal e mais assertivo é feito por uma equipe multidisciplinar (psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional). No entanto, os laudos médicos finais com a indicação do CID (Código Internacional de Doenças) devem ser assinados por:
• Para Crianças: Neuropediatras, Psiquiatras Infantis ou Pediatras do Desenvolvimento.
• Para Adultos: Psiquiatras ou Neurologistas.
**Diferença no Diagnóstico: Crianças vs. Adultos**
• Em Crianças: O foco está no atraso dos marcos de desenvolvimento (como não responder pelo nome aos 12 meses, não apontar para objetos ou apresentar atraso na fala). Os sinais costumam ser mais visíveis para os pais e professores.
• Em Adultos: O diagnóstico costuma ser mais complexo porque muitos aprenderam a fazer o masking (camuflagem social) para tentar se encaixar no ambiente ao longo da vida. A investigação foca em esgotamento mental frequente (burnout), histórico crônico de ansiedade ou inadequação social, hipersensibilidade a barulhos/texturas e rigidez mental extrema.
**Fontes:**
As informações compartilhadas foram fundamentadas em manuais médicos internacionais de diagnóstico, portais especializados em saúde no Brasil e legislações federais.
As fontes principais e as respectivas autoridades médicas consultadas são:
- Manuais Diagnósticos e Diretrizes Médicas (Padrão-Ouro)
• DSM-5 e DSM-5-TR (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais): Publicado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA), estabelece os critérios diagnósticos para o TEA (Critérios A e B) e define a divisão baseada nos três níveis de suporte.
• CID-11 (Classificação Internacional de Doenças): Desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A versão atualizada (sob o código 6A02) unificou os antigos subtipos clínicos e categoriza o transtorno com base na presença ou ausência de deficiência intelectual e comprometimento da linguagem funcional.
- Portais Especializados e Institutos de Pesquisa no Brasil
• Instituto Inclusão Brasil: Utilizado para verificar o panorama de transição epidemiológica e a aplicação clínica complementar dos manuais no país.
• ONG Autismo e Realidade: Plataforma de apoio técnico que detalha a linha do tempo e marcos históricos do autismo, desde a primeira menção do termo por Eugen Bleuler (1908) até as mudanças clínicas contemporâneas.
• Genial Care (Portal de Saúde Mental e Neurodesenvolvimento): Consulta técnica sobre a aplicação de instrumentos padronizados de rastreio e diagnóstico (como os protocolos mundiais ADOS-2, ADI-R e CARS) e a composição das juntas multidisciplinares.
• Revista Tismoo: Especializada em análises de biologia molecular, genética e avanços no diagnóstico do autismo no Brasil.
- Legislação Brasileira (Fontes Governamentais)
• Lei nº 12.764/2012 (Lei Berenice Piana): Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
• Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência): Garante os direitos fundamentais de acessibilidade e o combate à discriminação.
• Lei nº 13.977/2020 (Lei Romeo Mion): Cria a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA).
**Artigos seminais originais dos pioneiros:**
_Leo Kanner (1943): "Autistic disturbances of affective contact" (onde ele descreve os primeiros 11 casos na psiquiatria infantil).
_Hans Asperger (1944): "Die ‘Autistischen Psychopathen’ im Kindesalter" (focado no comportamento de crianças com inteligência e fala preservadas).
_Lorna Wing (1981): "Asperger's syndrome: a clinical account" (o artigo científico que resgatou o trabalho de Asperger e introduziu oficialmente o conceito moderno de "espectro").
A imagem foi elaborada pela autora.
r/AskAutism • u/HTTYD_LOVER01 • 19h ago
A study on various personality and other traits across autistic and non autistic perspectives
r/AskAutism • u/Slimemjjj • 20h ago
AITA / Advice: Is it wrong to not want to be friends with an autistic classmate who crosses my boundaries?
r/AskAutism • u/Friendly_Housing_655 • 1d ago
Been realising I've been non stop expressing and talking to myself more often, is this apart of unmasking? I'm so clueless about myself
r/AskAutism • u/oliviapenderghast • 1d ago
Could Lizzie Borden have been autistic? Looking at her trial traits through a modern ASD lens.
r/AskAutism • u/cupidsintern • 1d ago
how to stop my autistic dad bringing WWII up to my jewish partner
hi all! Basically what it says up top, I'm brining my long term partner home for the holidays this year for the first time and I'm really excited to introduce them to my family. Problem is, my dad has Autism (so do I, got it from him), and his number one special interest since before I was even born is WWII. Pretty much everyone he meets, when asked about what he likes, he brings up WWII. He's obsessed. He's very much a leftist, and doesn't idolize the axis or anything, but when I've introduced him to other Jewish friends in the past, he still brings it up, even when I ask him not too! I know he doesn't mean any harm, but I am very stressed about the possibility of him making my partner horribly uncomfortable when he thinks he's just 'sharing his interests.' What should I do? I could talk to him again? What should I say? Should I just never leave them alone together? Or bring a really loud buzzer? Help!
Edit: thanks everyone for your kind words and much appreciated nuance!
To answer a couple other comments: having a good relationship with my parents is new, which might explain some of my wariness. This isn’t my first rodeo when it comes to being the goy, my best friend of five years is also Jewish and when I wasn’t close with my folks, be brought me home for the holidays and gave me a bunch of reading and cultural context abt his life.
My partner and I have talked about WWII in the past, as I am also part of an ethnic group that has experienced genocide, so it’s definitely not a topic we shy away from, I just think my goy dad talking about it like it’s a movie he saw might make them rly uncomfortable.
I talked to my partner and they were supper chill abt it, but I am still going to talk to my dad again, I want him to see the nuance too. Thanks again!
r/AskAutism • u/Possible_Tension636 • 1d ago
Advice needed on concept of emotions with autistic sister
r/AskAutism • u/ThinKingofWaves • 1d ago
Could you help me understand the (overwhelming, unpleasant) sensory experience regarding smells - for those of you, who have it?
Hi!
Please excuse me if I use wrong wording and feel free to correct me wherever I'm wrong.
I'd like to ask about what - from what I understand - some people with autism experience as sensory overstimulation, hypersesitivity or whatever would be the proper name; specifically regarding smells.
Does this mean that all strong smells are overwhelming, or is it some specific smells only? I imagine this is highly individual so I would like to ask about your experience. Do any of you have some small group of smells that just affect you negatively - and how? Or are you guys just negatively affected whenever you find yourself in an environment with any strong smell in general?
I'm sure I missed some aspects so please, feel free to add whatever you feel is significant here.
Thanks!
r/AskAutism • u/Plastic-Knee-4589 • 2d ago
As someone with ADHD,ADD, OCD should I look into getting tested?
"I was diagnosed in 1998 with ADHD, ADD, and OCD. I also have an anxiety disorder. My best friend was recently diagnosed with autism; he also has ADHD. His is mild, but mine was extremely severe. When he found out he had been diagnosed, we sat down and started talking about what the triggers and stressors are. Come to find out, we shared a lot—and I mean a lot—of them. Should I possibly look into getting tested, as it's been almost 28 years since I was diagnosed, and I was told at that time doctors were actually prohibited from diagnosing someone with ADHD and autism at the same time?"
r/AskAutism • u/CleanObject6958 • 2d ago
Unable to Budget , Ever
I’m mid 20s, live in England and was diagnosed autistic in 2023.
I have always struggled to budget money. It’s not like I spend it all straight away as soon as I get my pay check, il save up sometimes, but then just hammer some large purchases back to back and reduce myself to next to 0 in the bank.
A few years ago I had no job, had just started university in a new city and had spent all my student loan almost instantly, after starting university in the September I made an attempt at suicide in January. The reason for the attempt wasn’t money related but I’m sure it contributed, having to eat plain pasta twice a day for a few months won’t help anyone’s mental health.
I don’t actually have much debt (aside the student loans) I owe about £100 on a credit card that I plan to pay off on payday.
My main point is, I have an autistic compulsion to spend the money I have, I rarely go into debt but I keep putting myself into bad financial situations. I’m not even buying anything practical, it’s mostly special interest stuff. I’ve tried budgeting and savings accounts and giving friends money to hold on to for me but I just end up finding a way to sabotage it and end up with next to no money.
Does anyone else struggle with something similar? Is this a common autistic experience? Is there anything I can do to improve?
Thankyou
r/AskAutism • u/Solid-Individual-107 • 2d ago
Seeking Late-Diagnosed Autistic Adults for a Brief Research Class Assignment!
Hi everyone! 💜
My name is Estefania Simon, and I'm a Ph.D. student in Behavioral and Community Sciences at the University of South Florida (USF). I'm looking for 10 adults who received a formal autism diagnosis at age 18 or older to participate in a brief qualitative research activity for one of my doctoral courses.
I'm also a late-diagnosed autistic adult, which makes this topic particularly meaningful to me. I'm interested in better understanding the barriers that may contribute to autism going unrecognized or undiagnosed until adulthood.
Professionally, I'm a rehabilitation counselor and vocational evaluator with experience in vocational rehabilitation. My work focuses on reducing barriers for individuals with disabilities, promoting community inclusion, and supporting opportunities for meaningful employment. I believe understanding barriers to disability identification is an important part of improving access to services, resources, and support.
While this is currently a class assignment, I'm hoping to gather preliminary insights that could potentially inform future research on this topic.
🧩 Who can participate?
- Adults (18+) who received a confirmed/formal autism diagnosis at age 18 or older.
- Individuals of all gender identities and support levels are welcome!
📝 What does participation involve?
I'll be using a qualitative research technique called freelisting. This involves answering one open-ended question by listing everything that comes to mind.
There are no right or wrong answers! Please write one response per line and include as many responses as you can think of. Short phrases are perfectly fine, and lengthy explanations aren't necessary.
Here's an unrelated example:
Question: List all the things that can cause stress.
Work deadlines
Financial concerns
Family responsibilities
Health problems
Lack of sleep
Relationship difficulties
You would continue listing as many things as you can think of!
💭 Your freelisting question:
Thinking about your own experiences, list all the factors you believe contributed to your autism not being identified or diagnosed until adulthood.
Please also include the following information:
1. Gender: Male / Female / Nonbinary / Self-describe / Prefer not to answer
2. Age when formally diagnosed with autism: ___
3. Autism support level (if known):
- Level 1 — Requiring support
- Level 2 — Requiring substantial support
- Level 3 — Requiring very substantial support
- Not assigned a level / Unsure / Prefer not to answer
These levels refer to the support classifications used in the DSM-5-TR. If you weren't assigned a level during your assessment, that's completely okay! Please don't feel you need to determine one yourself.
💜 How to participate:
You can participate right here! Simply comment your complete response below or send it to me privately via direct message if you're more comfortable sharing that way.
Please keep in mind that public comments are visible to others, so you're welcome to message me privately if you'd prefer not to share your experiences publicly.
Participation is completely voluntary and greatly appreciated! Your experiences and perspectives can contribute to a better understanding of the barriers surrounding late autism identification.
Thank you so much for considering participating and sharing your experiences with me! 💜
Estefania Simon, MA, CRC, CVE
Ph.D. Student, Behavioral and Community Sciences
University of South Florida
Certified Rehabilitation Counselor | Certified Vocational Evaluator
[estefaniah@usf.edu](mailto:estefaniah@usf.edu)
r/AskAutism • u/shelby081990 • 2d ago
Do you ask for accommodations when applying for jobs?
I've noticed some career sites will tell you to send an email to HR if you need to request ADA accommodations when applying. I've never tried it before because I thought it would hurt more than help. But with the way the job market is right now I've been considering it. Companies are so inundated with applications that no human is even seeing mine before it's auto rejected. At least if I emailed HR I can get my resume in front of a human, and if I can actually get accommodations in the interview that would be amazing.
Has anyone else tried this? What accommodations did you ask for and what was your experience? Did you end up getting the job?
I've heard some people have been able to get the questions they'll be asked ahead of time. That would be a lifesaver for the behavioral interviews. I'm a software engineer and I tend to do very well on the technical interviews, but the behavioral is where I really struggle. I'm focusing so hard on masking that if I'm asked a question I'm not prepared for my mind goes blank and I start rambling.
r/AskAutism • u/SurvivalHorrible • 2d ago
Do you guys struggle anticipating the needs of others?
r/AskAutism • u/Present-Breakfast-62 • 3d ago
Do you feel wrong or like you don’t belong? Has your autism diagnosis helped or no?
r/AskAutism • u/themadgalharley2009 • 3d ago
What is a character you think may be autistic who you don’t really see being discussed or seen as autistic very much?
For me i think superman has some autistic vibes especially with superman 2025 having been released, and clark not taking lois’ confrontation during that interview scene gave me a sense that he might have autism. Some mannerisms from David corenswet’s and Christopher reeve’s performances also give me that vibe.
r/AskAutism • u/Illustrious_Bag_7323 • 3d ago
I'm not autistic, right?
I have taken some tests online (I know they are not definitive) and I have talked to my therapist quite a bit about it over the past 4 years.
All signs seem to suggest I'm not autistic, however, a few people that I'm close to have asked me if I am on several occasions and my young adult son seems to think I am.
I watched some videos on a channel called "Auticate with Chris and Debbie" and I seem to share a lot of behaviors common among people with autism.
From what I have read, the biggest indicators that someone has autism is the social interactions aspect of their lives.
This is an area that I have learned to be quite successful in.
It's not that I don't feel awkward in social situations, I have learned to not just deal with it and get through it but, also to be good at it.
I can go into a room of all complete strangers and not only have things I can relate to them with but also become friends with people very quickly.
I have been in a service related industry where I work with people often and I have forced myself to interact and it's served me very well in my career.
I can truly find something in common with nearly anyone.
I have been diagnosed with OCD, ADHD and dyslexia.
I'm sure a lot of people have posted something along the same lines, asking if people think they are autistic, I know that no one here can diagnose me.
I'm just curious to know if people with autism always struggle with social interactions or is that just the most common?